Todo provedor de internet já se deparou com os códigos IPv4 e IPv6. Para quem não sabe, esses códigos são protocolos, e sua sigla significa Internet Protocol e seu respectivos números de versão, 4 ou 6. São protocolos usados para reconhecer dispositivos conectados à rede e encarregados de possibilitar que estes dispositivos e rede se comuniquem e troquem informações.

Qualquer acesso à internet como sites, jogos e etc, utilizam estes protocolos. Segundo dados do Google, 23,%  dos usuários brasileiros de internet acessam o provedor através do novo protocolo de endereçamento. Além disso, dados da Akamai Technologies, apontam que o tráfego IPv6 no Brasil está crescendo a taxas superiores a 50% ao ano.

IPV4: Até então, o mais comumente utilizado é o IPv4. Cada protocolo IPv4 é formado por um número de 32 bits e atualmente existem em torno de 4 bilhões destes endereços IP no mundo. Mas eles estão se esgotando, dessa forma, não terão endereços para criação de novas redes, ou seja, a versão não mais sustenta a demanda de internet global. Em 10 de junho de 2014 o Registro de Endereçamento da Internet para América Latina e Caribe (LACNIC), que é responsável por disponibilizar endereços IPv4, anunciou o fim do estoque de endereços.

IPv6: Então, como uma forma de resolução, foi desenvolvido o IPv6 (Internet Protocol version 6). Esta versão é composta por 128 bits, possibilitando que muitas mais redes pudessem ser criadas, algo em torno de 340 undecilhões de endereços. O IPv6 além disso, também é uma versão melhorada, fornecendo funcionalidades de criptografia e pacotes que garantem autenticidade, integridade e confidencialidade. O que não torna o IPv4 menos seguro, mas apenas permite mais possibilidades de segurança.

E como isso influencia nos provedores de internet?

A ideia do IPv6 não é de agora. No ano de 1998 ele já havia sido proposto, mas apenas agora está sendo implantando globalmente. Dessa maneira, o IPv6 ainda atua paralelamente ao IPv4, afinal não foram todos que migraram ainda para a nova versão.

A questão é que não se sabe ao certo, quando o IPv4 será totalmente substituído, assim os Provedores de Internet ainda possuem um tempo para se adequarem. Equipamentos recentes possuem compatibilidade com a nova versão de protocolo, porém, os mais antigos que não são compatíveis, terão de ser trocados, mas a tendência é que os prestadores de serviço para internet migrem cada vez mais para o novo formato, para adaptar suas redes e com isso viabilizar a navegação de seus clientes.

De acordo com o Sindicato Nacional de Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), o Brasil já ocupa o 9º lugar no mundo em adoção de IPv6 na internet.

Apesar das siglas parecerem complicadas, deu para perceber que é um assunto em alta no mercado de Provedor de Internet. Agora que você já está por dentro dessas novidades, está na hora de começar a pensar sobre estas atualizações!

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Escrito por Camerite

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